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Casas Bahia coloca IA no centro da operação e reforça a integração entre tecnologia e execução

Com GMV recorde de R$ 44,7 bilhões em 2025, o Grupo Casas Bahia apresenta tecnologia, logística, crédito e inteligência artificial como elementos integrados da operação. Para o varejo, o ponto central não é apenas adotar IA, mas conectá-la às decisões que movem margem, estoque, atendimento e entrega.

Casas Bahia coloca IA no centro da operação e reforça a integração entre tecnologia e execução

O Grupo Casas Bahia encerrou 2025 com GMV de R$ 44,7 bilhões, o maior de sua história, segundo o NeoFeed. A companhia também reportou avanço de margem, geração de caixa e redução da alavancagem, em um cenário no qual tecnologia e execução operacional aparecem como partes da mesma estratégia.

A inteligência artificial foi aplicada em diferentes pontos da operação. O Bah.IA atua como copiloto de vendas nas lojas e no digital, o Zap Casas Bah.IA oferece recomendações em tempo real pelo WhatsApp e a SofIA é direcionada a atividades internas de governança, risco e compliance. A abrangência indica uma mudança importante: IA deixa de ser tratada apenas como projeto experimental e passa a apoiar jornadas comerciais e administrativas.

Os resultados descritos pela companhia também mostram que a tecnologia está associada a decisões concretas. O e-commerce cresceu no quarto trimestre, com avanço mais forte nas vendas de estoque próprio, enquanto marketplace, precificação dinâmica e otimização logística contribuíram para uma operação mais integrada. O desafio, para outros varejistas, é reproduzir essa conexão entre dados, preço, estoque, canais e execução sem criar novas ilhas de informação.

A logística reforça essa lógica. As lojas físicas passaram a funcionar como pontos de retirada integrados a centros de distribuição, conectando presença física, estoque e atendimento digital. Esse tipo de desenho exige visibilidade operacional, regras claras de fulfillment e atualização consistente das informações compartilhadas entre loja, centro de distribuição, plataforma e cliente.

O caso também expõe um limite importante: inteligência artificial não substitui processos maduros. Para gerar valor, os modelos precisam acessar dados confiáveis, operar dentro de regras de negócio e entregar recomendações no momento em que equipes comerciais, logísticas ou administrativas precisam decidir. A prioridade executiva, portanto, é organizar o ciclo operacional antes de ampliar o uso da tecnologia.

No varejo, IA gera valor quando deixa de ser promessa e passa a melhorar uma decisão operacional específica.

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